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sexta-feira, 29 de abril de 2016

tempero pra cozido, moqueca e ensopados

mais uma alquimia pra alegrar o estômago!!!

bata no liquidificador:
2 tomates grandes
1 cebola grande
2 pimentões verdes pequenos
1 maço de coentro
4 folhas de louro graúdas
2 colheres/chá de açafrão
2 colheres/chá de tempero baiano
1 colher/sopa rasa de orégano seco
1/2 xícara/chá de purê de tomate
1/2 xícara/chá de água



utilize ensopando carnes, no picadinho, no cozido, na carne moída, no molho de tomate pra moqueca, ...

abracadabra et, voilà!!!

domingo, 20 de março de 2016

molho de tomate: economia e multi utilidades

este molho é uma base ... uma mão na roda!!!
a partir dele é possível fazer qualquer preparação, inclusive servido como parte de uma salada, ele substitui o tomate inteiro cobrindo as folhas verdes. faço bruschetta com ele, pizza, serve como molho pra ovos etc.

é fácil fazer!!!

ingredientes: 14 tomates - bem lavados, inteiros, com pele e semente 1 cebola inteira grande 1 caixinha de purê de tomate 1 dente de alho amassado, 1/2 cebola, óleo e sal

bata no liquidificador, os tomates inteiros, a cebola inteira e a caixinha de purê.
coloque óleo numa panela grande e refogue alho, cebola e sal - usei o meu tempero que, quem quiser, pode pegar a receita aqui!!! - acrescente o tomate batido, e cozinhe por 15 minutos em fogo baixo.
a seguir, deixe esfriar, e guarde em vidros para usar quando necessário.

abracadabra et, voilà!!!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

rocambole pizza com massa de pastel

ingredientes:
1 rolo de massa de pastel - fará 2 rocamboles
400 g de presunto ralado ou picado
400 g de muçarela ralada ou picada
3 tomates ou um sachê de molho pronto de tomate
1 cebola média picada
um maço de cheiro verde picado
orégano a gosto
1 ovo misturado com um pouco de óleo para pincelar

preparando:
preaqueça o forno em temperatura média.
unte uma assadeira com uma fina camada de óleo.
abra o rolo da massa e corte ao meio.
caso vá usar os tomates pique-os em cubinhos.
misture o presunto, a muçarela, os tomates/molho pronto, a cebola picada, o cheiro verde picado e o orégano. espalhe recheio sobre as duas partes da massa. metade em cada pedaço de massa. deixe 2 dedos de borda nos quatro lados, como espaço seguro pra fechar o rocambole.
umedeça levemente as bordas, enrole cada rocambole e pressione para fechar bem.
ponha os rocamboles numa assadeira, com a emenda virada para baixo.
pincele os rocamboles com ovo/óleo, e leve ao forno por 20 minutos ou até dourar.

abracadabra et, voilà!!!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

molho de tomate - hogao colombiano -

conta a história:
um molho chamado hogao para, inclusive, acompanhar torradas, arepas, tortillas, pão italiano ou qualquer tipo de pão, ovos/cozidos/mexidos/poché, ... um molho que tem sabor de céu!!!
o hogao também é usado em várias preparações da culinária colombiana como sopas, arroz, ensopados, carne moída, frango e muitas outras preparações - basta acrescentá-lo na preparação da receita.

o 'hogao' é feito, basicamente, com cebolinhas verdes, cebola cabeçuda, pimenta, coentro e tomates, a sua preparação é simples, e pode ser enriquecido com especiarias: pimenta, orégano, açafrão ou urucum, cominho, ...

o segredo para um bom 'hogao' é que cozinhe em fogo baixo.

ingredientes:
2 kg de tomates sem pele e sem sementes picados
11 cebolinhas verdes bem picadinhas - eu corto com uma tesoura que mantenho só pra ser utilizada na cozinha
2 cebolas médias/grandes raladas
6 colheres de sopa de óleo
6 dentes de alho socado
1/2 xícara/chá folhas de coentro picadas
1 colher/chá de urucum/colorau e/ou açafrão dissolvido em um pouco d'água pra misturar melhor
louro em pó, pimenta calabresa seca, páprica, orégano, cominho ... tudo a seu gosto
3 pimenta dedo-de-moça, grandes, frescas, sem as sementes e sem a nervurinha branca interna
sal e pimenta do reino a gosto

preparando:
leve uma panela ao fogo alto, com óleo, e deixe esquentar bem.
acrescente a cebolinha picada, o alho, as cebolas, a pimenta fresca e o tomate picado, dê uma boa refogada, e abaixe a chama para o fogo médio. sempre mexendo. deixe refogar, mexa até os ingredientes se harmonizarem e cozinhe em fogo médio por cerca de 20 minutos.
quando estiver em molho bem lindo, acrescente o coentro e os outros ingredientes/especiarias, acerte o sal e cozinhe por 6 minutos. desligue o fogo e deixe descansar/esfriar.
despeje o molho numa vasilha de vidro com tampa, e leve à geladeira até o uso.
o hogao é bom pra ser utilizado frio, mas nada impede de ser esquentado.

observações:
1] o tomate pode ser fresco, pelado e/ou alguma polpa pedaçuda comprada no mercado, quer dizer, pode fazer com um deles ou com dois deles ou três, misturados ... depende da disponibilidade, depende do preço, dependo do que se tem na despensa.
2] a pimenta é indispensável ... porém, nada impede de não ser utilizada na receita, por quem não gosta ou não pode com ela.

use a imaginação!!! invente!!! exagere!!! divirta-se!!!

abracadabra et, voilà!!!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

macarrão com molho de queijo e cebola dourada

a refeição festiva, sem carne, daquelas que aproveitam o que existe no cenário de alimentação do lar, num dia de preguiça.
foi então que aconteceu este macarrão com queijos, e cebola dourada na manteiga ou margarina.
o gruyere e o gouda, unidos à cebola dourada e todos eles ao macarrão, são a certeza de uma receita muito saborosa.

esta quantidade alimenta 3/4 pessoas.

ingredientes:
225 g de queijo gruyere ou gouda, ou meio a meio, ou quaisquer outros disponíveis ou preferidos, lembrando que devem ser ralados ou esfarelados
225 g de macarrão de corte curto
1 cebola grande
2 colheres de sopa de azeite de oliva
200 g de creme de leite - 1 caixinha
75 ml de leite
1 colher - chá - de manteiga ou margarina de canola
1 dente de alho
1 xícara - chá - de cebolinha picada
sal a gosto
pimenta - calabresa seca ou do reino, em grãos, ralada na hora
preparando:
pré-aqueça o forno em temperatura média - 200ºc - sempre lembrando que, de forno e de homem/mulher, cada um sabe do seu.

rale os queijos.
cozinhe o macarrão, como de costume, 'al dente'.
misture a massa, ainda quente, com 75 g do queijo ralado. reserve.

corte as cebolas em rodelas finas, e doure no azeite, sem deixar queimar.

leve para ferver, em uma panela pequena, o creme de leite e 125 g do queijo ralado. mexa até que o queijo derreta, acerte o sal, e coloque a pimenta - lembre-se que queijos são salgados.

corte o dente de alho ao meio, esfregue-o numa caçarola e, em seguida, coloque a manteiga/margarina ali, pra derreter.
junte a massa à manteiga/margarina, e mexa, pra envolver o macarrão com a manteiga/margarina derretida.

leve o macarrão pra um refratário, cubra com o molho de queijo, e polvilhe com o queijo ralado restante.
espalhe as cebolas fritas sobre tudo.

leve ao forno pré-aquecido, e asse por 8 ou 10 minutos, pra derreter o queijo, e dar uma leve gratinada - não é pra criar uma crosta.
retire do forno e espalhe a cebolinha cortada.

use a imaginação!!! invente!!! exagere!!! divirta-se!!!

abracadabra et, voilà!!!

requeri/regina claudia

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

carne seca acebolada enriquecida com vinho tinto

ingredientes:
500g de carne seca
3 cebolas grandes
1 dente de alho amassado
cebolinha picada
salsinha picada
2 tomates, ou 1 xícara de molho de tomate pedaçudo, comprado pronto ... afinal, o preço do tomate está descontrolado
1 pimentão verde
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
50ml de vinho tinto seco
óleo, azeite e sal a gosto

preparando:
corte a carne em pedaços, e coloque de molho no dia anterior ... enquanto puder, antes de ir dormir, vá trocando a água.
cozinhe na panela de pressão, coberta de água renovada por, aproximadamente, 40 minutos. retire a carne do fogo, e desfie. corte as cebolas em tiras. reserve.
corte todos os legumes em cubos. reserve.
aqueça o azeite e o óleo.
frite a carne desfiada, deixe dourar.
adicione o alho, a cebola, refogue, acrescente os pimentões, misture, refogue e, por fim, ponha os tomates. dê uma mexida incorporando tudo muito bem.
retire tudo da frigideira, coloque numa travessa. reserve.
se precisar, ponha mais azeite/óleo na frigideira, e refogue a cebola até começar a dourar. junte o alho amassado e refogue mais um pouco.
devolva à frigideira, a carne seca reservada, tempere, se quiser, com um pouco de páprica picante, pimenta calabresa seca, cominho, ou outras especiarias do seu gosto, coloque o vinho tinto, misture tudo, corrija o sal, diminua a chama, e deixe cozinhar por mais alguns minutos, até que o vinho evapore.
no momento de servir polvilhe a salsa e a cebolinha sobre a carne seca.

sirva com abóbora cozida ou assada, com quibebe, com polenta, com mandioca frita, muita salada, com pure de batatas, com arroz e feijão, ... como quiser ... pode ser, inclusive, recheio de pizza, sanduiche ou torta, molho de macarrão, ...

dica do blogg: para dessalgar e desfiar a carne seca - saiba como, de maneira rápida e fácil, aqui!!!

abracadabra et, voilà!!!


requeri/regina claudia

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

bolo de bacalhau

tomate, a fruta.
pertencente à vasta família das solanáceas/solanaceae que tem, entre seus 2000 membros, certos arbustos de índole duvidosa, cozinheiros da europa, por precaução, mantiveram-no no anonimato por muito tempo.
assim como a beladona e a datura, plantas extremamente venenosas, a batata, o tabaco, a jurubeba, a berinjela, são alguns vegetais da mesma família botânica do tomate.
as solanáceas crescem abundantemente nas regiões quentes, e o tomate, antes de se revelar uma frutinha em quem se pode confiar, era cultivado como planta ornamental.
mal acostumados, os europeus não sabiam como preparar o tomate. sua acidez não combinava com o conceito que eles faziam da fruta ideal.
foi então que antonio latini, um italiano que servia à corte espanhola, e era natural da região italiana de le marche, localizada na panturrilha da bota, criou uma mistura de cebola, óleo de oliva e tomates e assim se fez o molho de tomates.
aí sim!!! o tomate mostrou a que veio.
simples assim!!! em seu livro, lo scalco alla moderna, escrito, provavelmente, entre 1692 e 1694, foi publicada a receita que ensinava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele e sem sementes, temperá-lo com salsinha, cebola e alho picado, sal, pimenta, azeite e vinagre, para se conseguir um molho de tomates de estilo espanhol.

na receita a seguir, o molho de tomates faz a moldura pro bolo de bacalhau.
o bolo ficou uma delícia, leve e saboroso.
ofereço a vocês com todo prazer.

ingredientes para o bolo:
680 gramas de bacalhau - facilita bastante, usar as lascas de bacalhau que se encontra pra comprar no supermercado
3 batatas grandes - 950g - cruas, descascadas e raladas no ralo grosso
4 ovos
2 colheres - sopa - de azeite de oliva
3 colheres - sopa - cheias, bem gorduchas, de farinha de trigo integral

ingredientes para o molho:
2 cebolas grandes picadas
azeite de oliva
340g de molho de tomate - seja feito por você ou comprado pronto

atenção!!! tanto o bolo quanto o molho precisam de cuidado em relação ao sal. se achar necessário, apenas acerte o sal a seu gosto.

preparando:
unte uma assadeira ou uma forma de buraco no meio, com óleo e farinha de rosca.
acenda o forno na temperatura média/baixa - o meu é a 180 graus.
lave o bacalhau - usando as lascas, basta lavar - e coloque numa vasilha para dessalgar. deixe de molho durante a noite, troque a água enquanto puder. costumo deixar com um fio de água correndo sobre ele. enfim, retire o sal como o seu costume. o importante é que ele esteja em lascas na hora de preparar.

quando o bacalhau estiver preparado, ou seja, dessalgado e em lascas, descasque e rale as batatas no ralo grosso, e coloque junto com o bacalhau.
acrescente o azeite, os ovos e a farinha.
misture, agregue tudo, muito bem.
ajeite na forma untada.
leve ao forno onde deverá ficar por 1 hora, mais ou menos - depende de cada forno - controle espetando uma faca. deixe dourar.

enquanto isso, prepare o molho:
frite a cebola no azeite, até que ela comece a dourar.
acrescente o molho e deixe apurar.
assim que o bolo estiver pronto, deixe esfriar, desenforme com cuidado, e regue com o molho.
sirva com arroz branco e salada.

esta receita, assim como muitas publicadas aqui no assadeira, foi criada por mim. peço a todos que fizerem uso dela, publicando na web/internet ou executando, que deem o crédito que ela e eu merecemos.

é isso.

... que venha 2012!!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

maionese de iogurte com salada de batatas, peixe e cenouras

ingredientes:
1 tilápia saint-peter inteira - este peixe é pequeno. se tiver 250 ou 280g está de bom tamanho. compre limpa.
ou
2 ou 3 filés de tilápia saint-peter
enfim, se preferir outro peixe, fique à vontade. a saint-peter é ótima, pois, contém pouca gordura, e seu consumo é sustentável, já que é criada em cativeiro
12 batatas médias
3 cenouras médias, cortadas e cubos
3 potes de iogurte natural desnatado
saches de caldo de legumes 0% de caloria
mostarda
1 maço de cebolinha verde picada
1 cebola grande cortada em cubos
azeite de oliva extra virgem à vontade
preparando:
cozinhe a tilápia saint-peter em água temperada com 1 sache de caldo de legumes, em quantidade suficiente para cobrir o peixe. depois de cozida, retire do caldo que foi produzido. se a tilápia saint-peter for inteira, retire as espinhas e a pele. reserve.
se for em filés, cozinhe em água temperada com 1 sache de caldo de legumes, em quantidade suficiente para cobrí-los. depois de cozidos, retire do caldo. reserve.
cozinhe as cenouras no caldo do peixe. deixe reduzir o caldo à metade, não retire as cenouras do caldo.
em seguida, em outra vasilha, misture o peixe cozido, as cenouras, o caldo do peixe onde foram cozidas, e a cebola cortada em cubos. reserve.
cozinhe as batatas, deixe perder um pouco do calor, descasque, e vá colocando numa vasilha grande, dê uma amassada pra formar um purê pedaçudo, misture com a cebolinha verde picada, regue com um pouco de azeite de oliva extra virgem. reserve.
em outra vasilha menor, misture o iogurte, a mostarda a gosto, caldo de legumes a gosto e azeite pra formar um molho liso.
agora, junte a mistura de batatas, a mistura de cenoura e peixe, e o iogurte temperado.
regue com azeite, acerte o sal utilizando o caldo de legumes, e ... bom apetite!!!

importante misturar a cebolinha verde picada e a cebola também picada, aos ingredientes ainda quentes. os sabores agregam melhor.

quem é a tilápia saint-peter???
tilápia saint-peter, conheça um pouco mais

abracadabra et, voilà!!!
requeri/regina claudia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

torta de cebola

- faça a massa -
misturar:
1 1/2 xícara - chá - de amido de milho
1 xícara - chá - de farinha de trigo integral
1 pitada de sal
juntar 2/3 de xícara - chá - de margarina - 2/3 de xícara de chá pode ser substituída por 10 colheres das de sopa mais 2 colheres das de chá
3 gemas
misturar estes ingredientes, amassar com a ponta dos dedos, até obter uma massa homogênea - precisa ser feito com a ponta dos dedos, delicadamente, para que a massa não fique elástica na hora de abrir.
depois de misturado, tudo junto, agregado, faça uma bola e deixe descansar enquanto prepara o recheio. no mínimo, por 10 minutos.
enquanto isso, ...

- faça o recheio -
aqueça o forno em temperatura média.
doure, em 3 colheres - sopa - de margarina, e 1 colher - sopa - de azeite de oliva, 1 kg de cebolas cortadas em rodelas finas.
tempere com um sache de caldo de legumes, e noz moscada em pó. deixe a cebola al dente.
deixe esfriar.
à parte bata 4 ovos, junte as claras que sobraram da massa, acrescente 1 colher - sopa - de amido de milho dissolvido em 1 1/2 xícaras - chá - de leite.
junte essa mistura à cebola refogada.
abra a massa e forre uma assadeira untada com margarina. fure o fundo e as laterais da massa com o auxílio de um garfo, para que não estufe.
despeje o recheio sobre a massa. polvilhe com queijo parmesão ralado ou queijo gorgonzola esfarelado.
asse por, mais ou menos, 25 minutos. teste o cozimento do recheio.

é isso.
requeri/regina claudia

domingo, 31 de julho de 2011

bolo de carne de frango, moída, e batata ralada




tomate, a fruta.
pertencente à vasta família das solanáceas/solanaceae que tem, entre seus 2000 membros, certos arbustos de índole duvidosa, cozinheiros da europa, por precaução, mantiveram-no no anonimato por muito tempo.
assim como a beladona e a datura, plantas extremamente venenosas, a batata, o tabaco, a jurubeba, a berinjela, são alguns vegetais da mesma família botânica do tomate.
as solanáceas crescem abundantemente nas regiões quentes, e o tomate, antes de se revelar uma frutinha em quem se pode confiar, era cultivado como planta ornamental.
mal acostumados, os europeus não sabiam como preparar o tomate. sua acidez não combinava com o conceito que eles faziam da fruta ideal.
foi então que antonio latini, um italiano que servia à corte espanhola, e era natural da região italiana de le marche, localizada na panturrilha da bota, criou uma mistura de cebola, óleo de oliva e tomates e assim se fez o molho de tomates.
aí sim!!! o tomate mostrou a que veio.
simples assim!!! em seu livro, lo scalco alla moderna, escrito, provavelmente, entre 1692 e 1694, foi publicada a receita que ensinava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele e sem sementes, temperá-lo com salsinha, cebola e alho picado, sal, pimenta, azeite e vinagre, para se conseguir um molho de tomates de estilo espanhol.

na receita a seguir, criada hoje, pro almoço deste domingo úmido e refrescante, o molho de tomates faz a moldura pro bolo de carne de frango moída.
o bolo ficou uma delícia, leve, fofinho, suave e saboroso.
ofereço a vocês com todo prazer.

ingredientes para o bolo:
680 gramas de carne de frango moída - facilita bastante, usar a linguiça de frango, retirando-lhe a pele
3 batatas grandes - compre 950g - descascadas e raladas
4 ovos
2 colheres - sopa - de óleo
3 colheres - sopa - cheias, gorduchas, de farinha de trigo integral

ingredientes para o molho:
1 cebola grande picada
3 colheres de óleo
340g de molho de tomate - seja feito por você ou comprado pronto

atenção!!! as receitas do bolo e do molho não levam sal, porque usei linguíça de frango, e porque o molho já estava pronto. se achar necessário, acerte o sal a seu gosto.

preparando:
unte uma assadeira ou uma forma de buraco no meio, com óleo e farinha de rosca. acenda o forno na temperatura média - o meu é a 180 graus.
numa vasilha coloque a carne de frango moída. caso esteja usando, conforme a minha orientação, a linguíça de frango, basta retirar a carne do interior da pele.
descasque/rale as batatas, e coloque junto com a carne.
acrescente o óleo, os ovos e a farinha.
misture, agregue tudo, muito bem.
ajeite na forma untada.
leve ao forno onde deverá ficar por 1 hora, mais ou menos - depende de cada forno - controle espetando uma faca.

enquanto isso, prepare o molho:
frite a cebola no óleo, até que ela fique transparente e quase dourada.
acrescente o molho e espere ferver. deixe fervendo em fogo brando, por mais 5 minutos.
assim que o bolo estiver pronto desenforme, e regue com o molho.
sirva com arroz branco, arroz à grega, arroz com ervilhas - como na foto - e salada.

esta receita, assim como muitas publicadas aqui no assadeira, foi criada por mim. peço a todos que fizerem uso dela, publicando na web/internet ou executando, que deem o crédito que ela e eu merecemos.

é isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

em tempos de frio, tome uma sopa



pequenas comunidades foram criadas beirando os rios, condição apropriada para que homens e animais - cão, boi, cabra, etc - pudessem usufruir da água, e da boa terra, fértil, própria para o cultivo.
o trabalho era dividido: os homens cuidavam da caça, da pesca, da segurança, enquanto as mulheres plantavam, colhiam e educavam os filhos.
assim, os aldeões passam a produzir seus próprios alimentos, e deixam de depender, exclusivamente, da caça.
a agricultura surgiu como o resultado de uma necessidade alimentar e como uma atividade bem adaptada à atual organização da comunidade.
armazenar os alimentos e as sementes para cultivo - antes representavam moeda para troca de mercadorias - leva à criação de peças de cerâmica, que vão ganhando ares decorativos.
as peles, que até aí serviam de vestimenta, são substituídas por tecidos de algodão, linho, lã, mais leves e confortáveis.

a agricultura foi uma das mais importantes descobertas da nossa história. ela provocou alterações valorosas na sociedade humana, e na nossa relação com o meio ambiente. o homem assentou moradia num local e adaptou-se a ele.
esse momento, tão importante para a humanidade, é chamado de revolução neolítica, ou revolução agrária. a vida vegetal passa a ter fundamental importância para a sobrevivência humana. o homem passa a dedicar seus esforços à reprodução de plantas, a domesticar animais, e a estocar alimentos.

os primeiros cultivos foram o trigo, a cevada, o milho, a soja e o arroz.

em poucas palavras: há 10.000 anos ocorreu a transição da pré-história para a história.

o hábito alimentar de comer sopa tem sua raíz nos povos do sul da europa desde o período neolítico.
vai daí que faz 5.000 anos que o homem cozinha alimentos em água. a água penetra nos alimentos fácilmente, em temperaturas mais baixas do que a da fritura, do assado e do grelhado permitindo que se utilizem partes dos alimentos que antes eram desperdiçadas, por serem muito duras. por outro lado cozinhar alimentos variados, todos juntos e ao mesmo tempo, desperta o paladar para sabores desconhecidos, e possibilita criar combinações de alimentos cujo paladar pode ser único e formidável.

a palavra "sopa" deriva do termo teutônico - alemão, germânico - "suppa", uma iguaria medieval pastosa depositada, em fartas porções, sobre fatias de pão.
a sopa sobreviveu à queda do império romano, arrastou-se até o império bizantino, superou sua queda, e alcançou os turcos otomanos em 1454, que a elaboravam com bastantes legumes. o caldo era servido em tigelas comunitárias, distribuído entre várias pessoas. talvez, inicialmente, serviria como molho, ou para manter a comida aquecida. os sólidos, seriam degustados à parte, inteiros, ou divididos em pequenos pedaços para serem consumidos juntos.
a essa altura, o perfume das sopas originárias da ásia central, já exalava pelos corredores da nobreza europeia.

a sopa é fácil de cozinhar, apropriada para qualquer hora do dia, em qualquer lugar, é econômica, saudável, de fácil digestão, por isso, apropriada para regimes alimentares e, acima de tudo, nutritiva, podendo conter legumes, cereais e verduras de várias cores.

não me farto de dizer, sobre o quanto a obra de eça de queirós privilegia a culinária. [
leia ...]
em
primo basílio
juliana, empregada na casa de jorge e luiza é, por exemplo, uma referência à sopa juliana, típica da cultura portuguesa.
curioso saber: juliana é filha bastarda e representa a amargura e o tédio na obra de eça de queirós. solteirona, feia e virgem, vive atormentada com a condição de empregada doméstica e, por isso, odeia a vida, o mundo, as pessoas.

o que me resta, diante de tanta história e de tão grata lembrança??? a receita da sopa.



sopa juliana

ingredientes:
250 g de batatas
250 g de cenouras
1 nabo
1/2 couve lombarda picada [
conheça aqui] - a couve lombarda é o repolho. ela pode ser substituída pela couve manteiga, ou por qualquer outra verdura da sua preferência.
1 cebola picada
50 g de toucinho picado
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
1 dente de alho amassado
1 tablete de caldo de carne
sal - se necessário, e a gosto
pimenta do reino
salsa em abundância
queijo ralado - pode ser parmesão, ou outro de sua preferência

preparo:
lave e descasque os legumes e corte-os em juliana - tiras finas.
pique o toucinho e frite-o no azeite.
junte o dente de alho amassado e deixe dourar.
se preferir, retire o alho e coloque os legumes - eu prefiro deixar o alho.
refogue por 5 minutos.
coloque o caldo de carne, dissolva, e acrescente litro e meio de água quente.
tempere com sal e pimenta a gosto, e deixe cozinhar.
sirva e, em cada prato polvilhe bastante a salsa picada e o queijo ralado.

a receita é
daqui, e adaptei do meu jeito.

sábado, 30 de outubro de 2010

a receita das sete latinhas



a medida é a latinha pequena de conserva. qualquer uma: milho verde, creme de leite, ervilha, ... mormente porque, alguns dos ingredientes desta receita, estarão acondicionados nelas, nas latinhas.

as sete latinhas
1 lata de creme de leite
1 lata de ervilha
1 lata de milho verde - eu utilizo o milho batido, com sua água, no liquidificador
1 lata de qualquer dos ingredientes:
  • peito de frango desfiado
  • sobrecoxa desfiada
  • presunto picado bem miúdo, ou passado no processador, ou ralado
1 lata de champignon em fatias
1 lata de maionese
1 lata de queijo gorgonzola amassado e/ou ricota amassada
1 colher de sopa do meu tempero ... a receita está aqui

como resolver a encrenca
preaquecer o forno na temperatura média - cada forno é um forno. aqui no lar o preaquecimento é nos 180 graus. untar, com óleo de canola, uma forma ou uma travessa de vidro refratário.
em uma vasilha, misturar os ingredientes e, depois de misturados, colocar a mistura na forma, ou refratário untado. salpicar com queijo ralado e levar ao forno.
servir com batata palha, com arroz branco, com variados tipos de pães ...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

chorando, eu??? não!!! é a cebola

a culpa é dos sulforetos e enzimas. quando cortamos a cebola, suas células se rompem, e esses elementos, livres!!! misturam-se entre si e dão origem ao ácido sulfénico. volátil, ele se transforma em gás que, em contato com a umidade natural de nossos olhos, provoca uma reação transformando-se em ácido sulfúrico. a defesa de nossos olhos é a irritação e, consequente, produção de mais umidade, as lágrimas, abundantes. e assim se dá ... o choro é compulsivo, desastroso, comovente.
tente algum paliativo:

  1. cortar cebolas em ambiente ventilado ou perto de um ventilador ligado, dispersará o gás.
  2. cortar cebolas mantendo as que as suportam, mergulhadas em uma vasilha cheia d'gua, ou sob água corrente, são alternativas eficientes, e que evitam o torrencial derramamento de lágrimas. o que ocorre é que o ácido sulfúrico vai se formar antes de entrar em contato com a umidade de nossos olhos.
para evitar o choro diário, siga um bom conselho: faça um tempero básico, periodicamente.
receita, aqui ... meu tempero.
aumente a quantidade de cebola, diminua a quantidade de alho, faça do seu gosto. ele tempera arroz, feijão, carnes, peixe, salada - coloque cru ou dê uma fritadinha em azeite de oliva, para temperar folhas, batatas cozidas, qualquer salada.


oda a la cebolla
pablo neruda
retirado de odas elementales
aqui, poema traduzido


cebolla
luminosa redoma,
pétalo a pétalo
se formó tu hermosura,
escamas de cristal te acrecentaron
y en el secreto de la tierra oscura
se redondeó tu vientre de rocío.

bajo la tierra
fue el milagro
y cuando apareció
tu torpe tallo verde,
y nacieron
tus hojas como espadas en el huerto,
la tierra acumuló su poderío
mostrando tu desnuda transparencia,
y como en afrodita el mar remoto
duplicó la magnolia
levantando sus senos,
la tierra
así te hizo,
cebolla,
clara como un planeta,
y destinada
a relucir,
constelación constante,
redonda rosa de agua,
sobre
la mesa
de las pobres gentes.

generosa
deshaces
tu globo de frescura
en la consumación
ferviente de la olla,
y el jirón de cristal
al calor encendido del aceite
se transforma en rizada pluma de oro.

también recordaré cómo fecunda
tu influencia el amor de la ensalada
y parece que el cielo contribuye
dándote fina forma de granizo
a celebrar tu claridad picada
sobre los hemisferios de un tomate.

pero al alcance
de las manos del pueblo,
regada con aceite,
espolvoreada
con un poco de sal,
matas el hambre
del jornalero en el duro camino.
estrella de los pobres,
hada madrina
envuelta en delicado
papel, sales del suelo,
eterna, intacta, pura
como semilla de astro,
y al cortarte
el cuchillo en la cocina
sube la única lágrima
sin pena.
nos hiciste llorar sin afligirnos.

yo cuanto existe celebré, cebolla,
pero para mí eres
más hermosa que un ave
de plumas cegadoras,
eres para mis ojos
globo celeste, copa de platino,
baile inmóvil
de anémona nevada
y vive la fragancia de la tierra
en tu naturaleza cristalina.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

arroz, simples assim

vou, sim, ensinar uma receita de arroz, purinho, branquinho, sem nenhuma alegoria, pois, muita gente não sabe ou não acerta cozinhar o grão amigo de cada dia - no brasil é inimaginável uma mesa sem o arroz.
o arroz é um cultivo, fundamentalmente, asiático. no japão, o arroz é cultivado há muito tempo, aproximadamente 7.000 anos e nas filipinas, os arrozais de banaue, existem faz 2000 anos. os terraços para o cultivo do arroz em banaue, são enormes degraus esculpidos nas montanhas de ifugao, a 1500 metros acima do nível do mar, que se extendem por quase 11000 quilometros quadrados, e os filipinos referem-se a eles como a oitava maravilha do mundo. se os degraus fossem colocados lado a lado, cercariam metade do nosso planeta.
a plantação de arroz em terraços é uma das imagens mais confortantes e bonitas de olhar, e a planta dos arrozais é suave e agradável. a bela paisagem dos arrozais em terraços são para o planeta, uma inestimável herança ecológica.
tanto lá como cá, as formas de plantio variam. elas bailam entre o cultivo irrigado em terraços abertos, feitos em montanhas íngremes, o plantio e colheita com as mãos em lavouras irrigadas com o auxílio de baldes, cuja produção por hectare ultrapassa a brasileira, e a nossa, totalmente mecanizada.
o nosso país é o nono lugar na produção mundial de arroz irrigado e está no rio grande do sul, 85% da produção nacional.
a quase totalidade da população mundial sobrevive com o cultivo do arroz, seja como fonte de renda, trabalho ou alimento. o arroz é parte fundamental na cultura de muitos povos pros quais ele é razão de festejos, simboliza abundância, vida, fertilidade, artes plásticas, música, religião.
no japão, os arrozais, sustentam uma arte espetacular que pode ser vista aqui, em fotos batidas por um bloggueiro perdido no japão - o alexandre - que eu achei pra apresentar a vocês. abram o link - aqui - e leiam as legendas das fotos, que dizem como funciona essa maluquice de arte em arrozal.
japão, um país tão pequeno, com idéias tão colossais.
um pais como o japão, montanhoso, um arquipélago composto por pequenas ilhas, vive daquilo que retira da natureza, ou seja, peixe e arroz.
a melhor referência dessa combinação é o sushi, alimento delicioso preparado com aqueles dois ingredientes.
no princípio, o sushi consistia em deixar o peixe embrulhado no meio do arroz, durante meses, para fermentar. é desse processo que deriva o sushi que se come hoje. muitos restaurantes em tokyo ainda servem assim, o sushi original ou nare-sushi, feito com carpa de água doce. deixar de ser uma forma de conservação do peixe, e passar a quitute apreciado no mundo todo, aconteceu no início do século XX.
as receitas para o preparo do arroz variam de povo pra povo, de casa pra casa, depende de cada cultura, de cada gosto ou dos caminhos que elas percorrem para que sejam disseminadas.

medidas:
concha = sopa
colher = sopa

duas conchas de arroz. lave e deixe escorrer por uns 5 ou 10 minutos. ponha na panela com 2 colheres de óleo. deixe fritar, em fogo médio, até que fiquem sequinhos, soltos uns dos outros - eu chamo isso de pururuca. acrescente duas colheres, fartas, do meu tempêro. sinta o cheiro nessa hora ... é demais!!! refogue por uns 5 minutos, mexendo sempre, atentamente. coloque 4 conchas de água, fria, ou seja, 2 vezes cada tanto do que vc colocou de arroz. coloque um pequeno punhado de sal e experimente. ficou legal??? ótimo!!! ficou sem sal??? vá pondo aos poucos até ficar do seu gosto. deixe cozinhar com meia tampa e fogo médio até que quase seque. quando estiver quase seco, desligue, tampe a panela, enrole num pano e guarde no forno até servir. para um resultado melhor ainda, depois que refogar com o meu tempêro, antes da água, desligue o fogo e deixe descansar por uns 40 minutos. passado esse tempo, coloque a água e ligue o fogo, médio. o cheiro, durante o a fervura é delicioso.
é isso.

sopa de batata e cebola

a batata inglesa é do peru!!!

uma delícia, versátil, prática, acompanha, é prato principal, tem vitaminas e minerais, tira dor de cabeça, resolve muito apuro na cozinha, dá banca de inglesa, nasceu no peru, mais precisamente nos andes peruanos e bolivianos, e é cultivada há 7.000 anos.
disseminada pela europa por conta das aventuras espanholas desbravadoras e devastadoras, a batata - papa na língua quíchua - foi criando vestimentas diferentes através de receitas inventadas aqui e ali, e se tornou um dos principais ingredientes das panelas e assadeiras de muita (o) cozinheira (o) mundo a fora.
esta receita, the best of the best, segundo o povo aqui do lar, é fruto de alguma pesquisa, mas deriva da minha paixão pela cozinha informal, aquela sem obrigação, sem monotonia, cheia de graça. em meio a tudo isso tem o elemento que deveria impulsionar todos aqueles que pisam numa cozinha com a intenção de produzir qualquer alimento, do chá ao mais elaborado prato: a afeição por quem vai ser alimentado. dizer que o alimento foi feito com amor é a frase corriqueira que encerra a mais verdadeira motivação para o sucesso culinário de quem quer que seja.
em verdade lhes digo: a alimentação é o mais verdadeiro, e o mais primitivo ato de amor.

medidas:
colher = sopa

quem sai da dispensa???

10 batatas médias cortadas em cubos
4 cebolas grandes cortadas em cubos
4 cubinhos de caldo de frango com ervas
2 caixinhas de creme de leite - 200 g cada uma
2 colheres, bem fartas, do meu tempero - abra o link e leia a receita
2 colheres, bem fartas, de margarina
3 colheres de azeite de oliva

quem entra na panela???

numa panela grande, aqueça o azeite e a margarina, acrescente o tempêro e os cubinhos de caldo, deixe fritar um pouco, coloque as cebolas e as batatas e refogue por 5 minutos.
acrescente água suficiente para cobrir e ficar 2 dedos acima do conteúdo da panela.
deixe cozinhar, até que a batata esteja molinha.
bata no liquidificador ou direto na panela com o auxílio do mixer, acrescente o creme de leite, bata mais um pouco, deixe incorporar todo mundo e ... bom apetite!!!
colocada em tigelinhas de barro ou louça, coberta com queijo ralado ou fatias de mozzarella, e levada ao forno para gratinar, esta sopa que, simples assim, é uma catástrofe, se transforma em algo retumbante.

é isso.

meu tempero ... tempera tudo

este tempero deveria ser a primeira receita a ser publicada. afinal, com ele são temperados os pratos salgados do meu blogg.
quanto às medidas, vou tentar orientar os meus quase 19 leitores da forma mais prática possível, para que fiquem à vontade, seguros e livres para adaptar ao seu gosto. criar e inventar é um bom lema na cozinha.
ingredientes:
3 cebolas grandes
2 cabeças de alho
1 potinho/200 g de alho picado - industrializado que se encontra em qualquer mercado 1/2 xícara de óleo - evita que crie água
1 maço de coentro - opcional - se for usar, ele pode ser substituído por 1 maço de manjericão ou por 2 maços variados ... coentro e salsinha ou manjericão e salsinha ... 15 folhas de louro opcional

preparando:
bater todos os ingredientes no liquidificador, armazenar num pote de vidro, limpo e seco, com tampa plástica, e guardar na geladeira.

as ervas: louro, salsinha, manjericão, coentro, ... são opcionais. eu gosto muito porque alegra o tempero, e agrada ao meu olhar.

importante: não coloco sal. assim tenho liberdade para salgar o alimento sem riscos.


sardinha escabeche na panela de pressão


ótima oportunidade para a sardinha abandonar sua condição de espremida, e cair fora daquela latinha pobre, inexpressiva e minúscula. um peixinho que tem sua origem no mar da sardenha - sardenha, sardinha, bem apropriado - não poderia ser tratado assim. afinal, um dia, ter se rebelado contra o espaço limitado que lhe oferecia o mar mediterrâneo, e disseminado cardumes e mais cardumes oceanos afora, não teria sido em vão.
além de comuns e baratas - in brazil - são deliciosas e possuem a gordura boa que fornece, a quem se alimenta delas, o poderoso ácido graxo ômega-3 encontrado em peixes estrangeiros de estirpe, habitantes de águas geladas.
aqueles, precisam armazenar gordura pela sobrevivência em seu ambiente, e a sardinha, que vive em águas temperadas, armazena a mesma gordura como reserva de energia, pra manter sua vida migratória, aventureira e agitada.
ingredientes

1 xícara/chá de vinagre
1 xícara/chá de azeite ou óleo de boa qualidade
1 kg de sardinhas limpas
2 pimentões verdes médios cortados em cubos
1 pimentão vermelho cortado em cubo - opcional
2 cabeças grandes de alho - os dentes cortados em fatias grossas
3 folhas de louro
1 saches de caldo de legumes
1 sache de sazon, qualquer sabor: alho, alecrim, ...
2 cebolas grandes cortadas em tiras
molho de tomate a gosto


preparando

forre o fundo da panela de pressão com azeite, algumas tiras de cebola, um pouco do molho de tomate e alguns cubos de pimentão.
ajeite as sardinhas, e o restante dos ingredientes em camadas sobrepostas finalizando com azeite e/ou óleo, e vinagre.
leve ao fogo, e quando começar a ferver/chiar diminua a chama do fogão e deixe por 20 minutos.
faça de um dia pro outro, pois, a panela deverá ser aberta, apenas, quando estiver fria - recomendo, no dia seguinte.
como prato principal ou entrada, a sardinha escabeche pode ser mantida na geladeira de 10 a 15 dias.
acompanha arroz, salada de batatas, pão italiano, ...

escabeche modificado:
é possível usar a mesma receita, os mesmos ingredientes, proceder da mesma forma depois de cozido, apenas substituindo a sardinha por beringela e/ou abobrinha cortadas em fatias longitudinais ... basta não fazer na pressão, e controlar o cozimento pra que elas fiquem al dente ou ao gosto de cada um.
importante: jamais utilize água!!!

é isso.

bacalhoando com eça de queirós

"... a cozinha e a adega exercem uma larga e directa influência sobre os homens e a sociedade." (eça de queirós em seu texto em prosa, cozinha arqueológica)

além disso, eça de queirós, sitou a culinária em seus livros, muito mais de 2.000 vezes. em os maias, primo basílio e o crime do padre amaro, por exemplo, são páginas e mais páginas a descreverem refeições. a personagem da criada juliana, em primo basílio - uma paixão - é a referência culinária à tradicional sopa lusitana, homônima, feita à base de batata, cenoura e couve. no capítulo VIII de os maias, eça de queirós refere ao bacalhau do poeta alencar, e no crime do padre amaro alude ao banquete do abade de cortegaça ...

inspirada em eça de queirós, nesta páscoa, costumizei a receita da tradicional bacalhoada familiar, e o resultado foi retumbante.

antes, de cumprir a ação prazerosa e divertida de bacalhoar, tem a estória de bacalhau e de vinho

bacalhoada, tal qual, zé nascimento

quem participa???
800 g de lascas de bacalhau dessalgado
1,2 kg de batatas
340 g de molho de tomate
3 pimentões, verdes, pequenos cortados em cubos
1 lata de ervilhas, com a água
1 abobrinha italiana, grande, ralada ou cortada em pequenos pedaços
2 cabeças, grandes, de alho - corte os dentes em fatias grossas
4 cebolas, médias, cortadas em rodelas
azeitonas verdes
azeite de oliva virgem

como participa???
antes de tudo, acenda o forno.
com o tempero de sua preferência, refogue os pimentões, a abobrinha e a lata de ervilhas. reserve.
frite o alho em azeite de oliva. reserve.
corte as batatas e as cebolas. reserve.
numa travessa ou bacia grande coloque o bacalhau, a batata, a cebola, o molho de tomate, a azeitona, o alho, e misture muito bem, com a mão mesmo, até que fiquem, todos os ingredientes, bem juntinhos.
escolha uma vasilha confortável e apropriada para assar esta delícia. pode ser de louça mas se for de barro, com tampa estará cumprindo o padrão.
coloque parte da mistura, intercale com o refogado de ervilhas, pimentões e a abobrinha, cubra com o restante da primeira mistura, regue com azeite de oliva virgem, tampe e leve ao forno, pré aquecido e alto.
o nariz da cozinheira é o melhor sensor. assim que começar a sentir um cheirinho bom, abra a travessa e certifique-se de que há fervura no caldo formado dentro da assadeira. tampe novamente e feche o forno. daí, é dar o tempo para que a batata cozinhe. na próxima abertura da tampa, espete uma rodela de batata com uma faca para sentir se está cozida. se estiver, retire a tampa e deixe dourar. se perceber que a faca entrou com dificuldade volte a tampa, e deixe assim por mais um tempo no forno, até que a batata esteja cozida e tudo pronto para dourar.
fogão, cada um sabe do seu.
o processo de assar, com a assadeira tampada, aqui em casa, demorou mais de 1 1/2 hora. isso por que a alquimia, assistida e controlada por quem lhe fornece o nome, era reclamada a cada minuto, como um choro ... tô com fome ...

é isso.